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Bancões registram alta nos lucros, quiz da semana e o que importa no mercado

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A semana que termina foi recheada de notícias que movimentaram os mercados. Entre os destaques, dados de inflação ao consumidor no Brasil e nos EUA e a derrubada das cotações das criptomoedas.

Por aqui, teve ainda a criação de uma holding envolvendo duas aéreas latinas e instituições liberando operações com criptos. Está por dentro? Faça o quiz:


Mais juros, mais lucro

Os quatro grandes bancos do país listados na Bolsa —Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BB (Banco do Brasil)— reportaram um lucro líquido conjunto de R$ 24,76 bilhões no primeiro trimestre de 2022.

Foi um crescimento de 13,57% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O que explica: os bancos costumam elevar a rentabilidade das suas operações em períodos de alta nos juros. No trimestre, o resultado foi impulsionado pela carteira de crédito, principalmente em produtos como cartão de crédito, cheque especial e crédito rotativo.

  • Enquanto geram um maior retorno aos bancos, essas linhas também são consideradas mais arriscadas.
  • As instituições já perceberam um aumento na inadimplência em razão dos juros altos e esse é um sinal que irá atrair a atenção do mercado nos próximos balanços.

Os resultados dos bancões no 1º tri vieram próximos das expectativas do mercado. Veja os destaques de cada um:

Na Bolsa: o resultado do BB agradou os investidores e impulsionou as ações dos grandes bancos, que sustentaram a alta do Ibovespa em um dia morno lá fora.

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Pague só após ser contratado

Em um cenário de muita demanda e pouca oferta por profissionais de tecnologia, startups têm apostado num modelo que financia o curso na área para quem quer seguir essa carreira.

O pagamento vem só após o aluno ser contratado.

Entenda: esse é o modelo de sucesso compartilhado, criado nos EUA na década de 1950 e adaptado no Brasil para formar futuros profissionais da tecnologia.

  • Driven, Trybe, Cubos Academy e Galena (voltada a ex-estudantes de escola pública de 18 a 24 anos) são exemplos de startups nessa modalidade.
  • Nos relatos dos alunos à Folha, toda a turma costuma estar com um emprego na área em poucos meses.

Por que importa: a falta de trabalhadores no setor de tecnologia brasileiro é tamanha que, mantido o ritmo atual de profissionais formados, o país chegará em 2025 com 532 mil vagas abertas nessa área sem ter quem ocupá-las.

  • A projeção é da Brasscom, entidade que representa as empresas do setor. Ela também aponta que baixa procura e evasão são dois dos principais problemas a serem enfrentados pelo setor na graduação.
  • O cenário força as startups e outras empresas daqui a competirem por profissionais entre si e com as estrangeiras, que pagam em dólar ou euro. Essa disputa pode causar um movimento conhecido como fuga de cérebros.

Outros exemplos: a Folha já mostrou como startups têm “reinventado a roda” para conseguir preencher suas vagas.

  • Algumas delas criam cursos ou fazem parcerias com escolas de programação para formar seus futuros funcionários.

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Dê uma pausa: a vez da China?

  • Para ler: “Princípios para a ordem mundial em transformação”, do megainvestidor Ray Dalio (Intrínseca, trad. Alexandre Raposo e Cláudia Mello Belhassof, 560 págs, R$ 129,90, R$ 89,90 (ebook).

Ray Dalio é considerado um dos gurus do mercado pelo histórico de lucratividade como gestor e por livros reconhecidos no meio. Em sua nova obra, ele monta cenários de investimento para o que considera como “cenários de fim de mundo”.

Entenda: para ele, o próximo apocalipse financeiro será marcado pela derrocada do dólar e pela estabilização da China como maior economia mundial.

Para lucrar nesse cenário, o investidor precisa seguir uma estratégia que Dalio repete há algum tempo: carteira diversificada, ou seja, com ativos que tenham pouquíssima relação uns com os outros. Leia aqui a crítica do repórter Clayton Castelani na íntegra.

  • Para ver: “Ascensão” – documentário disponível no Paramount+ e para alugar no Now.

Ainda no assunto de crescimento da economia chinesa, a obra “Ascensão”, que concorreu ao Oscar deste ano, mostra cenas do novo cotidiano do país, cheio de contrastes.

A documentarista sino-americana Jessica Kingdon percorreu mais de 50 locações da China continental para criar a produção.